UNIVERSIDADE DO MT DESENVOLVE AUTOMAÇÃO PARA HIDROPONIA

Um sistema de automação para Hidroponia figurou entre as atrações da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de Cuiabá (MT), evento que foi realizado na Arena Pantanal entre os dias 17 e 20 deste mês. A estimativa dos organizadores é que, durante os quatro dias, aproximadamente 25 mil pessoas visitaram o local para conferir as apresentações de diversas novidades relacionadas a avanços tecnológicos nas mais diferentes áreas.

A tecnologia foi exibida em um dos estandes. O protótipo é resultado do trabalho de alunos do curso de Ciência da Computação da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). Sob a coordenação do professor de automação e de sistemas digitais na instituição de ensino, Armando da Silva Filho, o projeto consiste em um hardware desenvolvido para controlar fatores como temperatura e pH da água, bem como o volume de fertirrigação.

O professor revela que a ideia da automação surgiu ao observar as atribuições do hidroponista. “No dia a dia, o produtor requer de muito tempo e conhecimento. Ele precisa saber um pouco de clima, um pouco de climatologia, entre outras questões”, explica Filho. Então, o sistema de automação tem o propósito de facilitar a vida do produtor para que não tenha a necessidade de acompanhar seus cultivares quase de forma integral.

Paralela ao controle, está prevista a geração de relatórios diários com o monitoramento dos parâmetros dentro da estufa. “Com isso, o hidroponista poderá diagnosticar possíveis problemas, inclusive microclimáticos”, projeta o professor.

Filho trabalha há 15 anos com Hidroponia. “Tenho um lado forte de agricultor. Inclusive, tenho uma produção caseira na qual utilizo esse protótipo e realizo outras pesquisas”, revela. Ele também destaca que o software da automação foi embasado em aspectos teóricos, mas levando em consideração a realidade do hidroponista local. “Especialmente no clima, temos condições muito peculiares. Faz muito calor e a umidade relativa do ar varia de 30% a 80% de acordo com o dia”, explica.

O professor lembra que o incentivo ao cultivo sem solo é uma oportunidade para aumentar a renda do produtor. “Aqui, no Mato Grosso, a estimativa é que quase 50% dos produtos hortigranjeiros sejam fornecidos de fora do Estado. Com a Hidroponia, há uma significativa economia dos recursos hídricos e permite ao produtor ofertar seus cultivares para o mercado durante todo o ano”, finaliza.

Além do coordenador Armando Filho, também participam do projeto os acadêmicos de Ciência da Computação Luan Silva, Ronitti Juner, Priscila Antunes e Diones Silva. Depois da apresentação do protótipo e os aperfeiçoamentos no decorrer da pesquisa, a ideia é conceber um modelo de produto para ser comercializado futuramente.

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