PROJETO DE IBIRAREMA/SP FAZ PRIMEIRA COLHEITA HIDROPÔNICA

O resultado da primeira colheita de verduras produzidas em uma estufa/ escola no município de Ibirarema (SP) surpreendeu os participantes do projeto “Seguindo em Frente”. O que chamou a atenção dos cerca de 15 alunos foi a forma como as hortaliças foram cultivadas: nada de terra, nem agrotóxicos. A técnica utilizada pelos participantes do projeto foi a Hidroponia.

Os integrantes  realizaram a colheita de 420 pés de alface, almeirão e chicória, após um período de aproximadamente cinco meses de estudos e encontros sobre a técnica de cultivo de verdura em canaletas de água com representantes da Faculdade de Tecnologia (Fatec). O resultado pôde ser obtido por meio do apoio de parceiros como a CART – Concessionária Auto Raposo Tavares, Instituto Invepar e Prefeitura Municipal de Ibirarema.

Para o prefeito Thiago Antônio Briganó, a iniciativa é inovadora e permite o desenvolvimento de uma produção livre de agrotóxicos. “Posso falar com tranquilidade que uma das mais importantes parcerias que nós temos na cidade de Ibirarema é com a CART e todo o sistema Invepar. Juntos, desenvolvem não só a Hidroponia, mas também outros projetos. Esse programa da estufa é rentável, uma atividade limpa e, principalmente, livre de agrotóxicos. Vejo também como uma iniciativa empreendedora que vai gerar emprego e renda para atender muitas pessoas”, afirma Briganó.

PRODUÇÃO RENTÁVEL

Foi em busca de conhecimento que o agricultor Avelino Mário Lopes, de 50 anos, decidiu participar do projeto que troca o cultivo tradicional por outro mais rentável e saudável: a Hidroponia. Além de celebrar a nova técnica, o produtor comemora a satisfação em aprender. “Tudo o que você aprende e agrega conhecimento é bem-vindo. Por meio do curso, nós conhecemos outras estufas e vimos as produções de tomate e pimentão. É excelente, porque eu sou acostumado a plantar só com a terra e aqui você vê que é muito mais fácil. Se você trabalhar certinho e não deixar faltar os produtos certos que a verdura precisa, tudo dá certo. Acho que é muito mais rentável do que você perder o seu tempo abrindo a terra, preparando o solo, sem falar nos riscos de doença. Aqui não tem nada disso”, comemora o agricultor.  A produtora rural Eliana Dias também ficou satisfeita com a primeira colheita e pretende levar a estrutura da Hidroponia para sua casa. “Planto alface, tomate, cebolinha, salsinha, almeirão e quiabo e consigo vender tudo. Pretendo levar essa estrutura para a casa, porque a ideia é boa. No começo eu fiquei meio assustada de plantar na água, mas acompanhei o curso e vi que dá resultado”, conta.

 QUEBRANDO PARADIGMAS

“No começo, todo mundo duvidou que fosse possível plantar desse jeito (na água), mas aos poucos fomos estudando e chegamos a visitar uma estufa profissional. Dessa forma, eles puderam ver que a prática é possível e vantajosa”, destaca Roger de Oliveira, técnico agrícola da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Ourinhos, responsável por ensinar a prática aos alunos. De acordo com Roger, as hortaliças hidropônicas resistem mais tempo depois de colhidas – favorecendo as vendas – e estão livres de doenças no solo. As mudas da próxima colheita já foram colocadas nas canaletas. Em poucas semanas, chicória e almeirão serão colhidos pelos alunos.

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