POR QUE AS PLANTAS PREFEREM A FIBRA DO COCO E OS PRODUTORES TAMBÉM

Para entender porque a fibra de coco é um meio de cultivo especial do ponto de vista da produção de alimentos, é importante analisar as diferenças entre uma cultura de solo e uma cultura de coco e comparar os principais fatores que geram estresse no nível da raiz.

O comportamento de uma planta é geralmente influenciado pelo microclima na estufa e pela rizosfera onde se desenvolve, portanto, usar a fibra de coco da mais alta qualidade como base permitirá a máxima resposta vegetativa e produtiva das safras.

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As condições do microclima sempre serão comuns em qualquer sistema produtivo, seja solo ou hidropônico, portanto, devemos buscar as diferenças na raiz.

Neste post, vamos conhecer os cinco tipos de estresse que um sistema radicular pode sofrer e por que a fibra de coco pode fazer a diferença. Acompanhe!

TIPOS DE ESTRESSES RADICULARES E O IMPACTO POSITIVO DA FIBRA DE COCO

ESTRESSE HÍDRICO

A absorção de água pela raiz é afetada por duas forças. Por outro lado, o potencial da matriz é a força com a qual a água é retida pelo sistema radicular. Por outro lado, o potencial osmótico é gerado devido aos íons dissolvidos no meio (salinidade).

Em uma cultura de solo, uma vez que o equilíbrio da água é alcançado após a irrigação e a capacidade do campo, uma força de retenção de água é produzida maior do que a encontrada na fibra de coco. Esses valores são 5-30 KPa para solo e 1-5 KPa para fibra de coco.

De acordo com esses valores, podemos afirmar que uma planta cultivada em coco precisará fazer um gasto energético menor em comparação a uma planta em solo para absorver a mesma unidade de volume.

ESTRESSE DE SALINIDADE

Este tipo de estresse afeta negativamente a absorção de água. No solo, a mobilidade iônica é fortemente afetada por dois motivos: CEC (capacidade de troca catiônica) e a complexidade química do próprio solo.

Em um substrato orgânico como a fibra de coco, os íons do tipo catiônico são mais móveis e a CEC é ocupada por cátions cálcio. Neste caso, os sais acumulados no substrato podem ser facilmente removidos. Portanto, é possível manter um nível estável de salinidade, o que não acontece em um solo.

ESTRESSE DEVIDO A DEFICIÊNCIA DE OXIGÊNIO

A raiz precisa de oxigênio para respirar, absorver água e nutrientes e realizar outras atividades metabólicas. O espaço dos poros é a proporção do volume total que um substrato possui quando foi saturado com água e drenado.

A porosidade da fibra de coco é alta e grosseira o suficiente para permitir que o ar ocupe um mínimo de 30-35% do volume total imediatamente após a irrigação. Com isso asseguramos à raiz o oxigênio de que necessita, sem ter que suportar períodos de alagamento como ocorre no solo.

ESTRESSE COM A TEMPERATURA

A raiz é altamente dependente da temperatura tanto em sua atividade biológica, desenvolvimento e crescimento, quanto em sua atividade funcional. A inércia térmica do coco, por ser de origem orgânica, é bastante elevada e garante maior estabilidade térmica no ambiente radicular.

ESTRESSE DEVIDO A PATOLOGIAS

O risco de doenças radiculares é aumentado em culturas de solo. O solo é um meio contínuo, pois não há barreiras isolantes entre uma planta doente e suas vizinhas. O cultivo em coco com unidades isoladas é muito mais bem arranjado para evitar infecções devido à dificuldade de propagação da doença.

Andrea Weschenfelder
Plataforma Hidroponia – Editora WEB
MTB 10594

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