O SISTEMA QUE FAZ A DIFERENÇA

Na Hidroponia, a estrutura é parte decisiva no sucesso de uma produção. Grande parte do sistema hidropônico de cultivo das mais diferentes variedades de folhosas, frutas e verduras, entre outras, é composta pelo conjunto hidráulico. Ele é o responsá­vel por garantir com qualidade e segurança o abastecimento de solução nutritiva das plantas em suas diferentes fases de desenvolvimento.

Embora existam diferentes sistemas de cultivo hidropônico – no Brasil os mais utilizados são o NFT (Nutrient Film Techni­que), DFT (Deep Film Technique) e o sistema de substrato – os componentes hidráulicos estão presentes sempre e são adequa­dos a cada necessidade. No caso do NFT, a solução com os nu­trientes escoa pelos canais de cultivo por gravidade, formando um “filme” que faz a irrigação das plantas. Para isso, é utilizado um reservatório para a solução nutritiva, aliado a um sistema de bombeamento que fará o recalque do líquido até os canais de cultivo – tubos (de PVC ou polietileno flexível) ou perfis próprios para Hidroponia – que, posteriormente, retornará ao re­servatório por um sistema de retorno. “Nesse conjunto que sai do reservatório são utilizados tubos e conexões, cujo diâmetro vai depender da quantidade de solução que circulará por eles”, explica o engenheiro agrícola da Amanco, Maurício Calhau.

Já quando se fala em DFT a lâmina formada pela solução nutritiva é profunda, de cinco a 20 centímetros, deixando as raízes submersas. Nesse caso, a solução circula por uma mesa plana, por meio de um sistema de entrada e drenagem, neces­sitando também de tubos e conexões. No sistema de substrato utilizam-se vasos com materiais inertes, como areia, pedras, espuma fenólica, espuma de poliuretano, entre muitos outros, que sustentam a planta. A solução nutritiva passa por esse su­porte para chegar às raízes e depois é drenada, retornando ao reservatório, como nos demais sistemas. Em todos eles são necessários suportes adequados para as bases onde são aco­modadas as plantas. Sendo assim, em qualquer uma dessas técnicas hidropônicas, é necessário prestar especial atenção ao conjunto hidráulico que, normalmente, é composto pelo reservatório, conjunto de bombeamento, e encanamentos e registros.

Disponíveis também em acrílico, fibrocimento e alvenaria, os reservatórios mais utilizados são os fabricados em PVC e fibra de vidro, por terem custo reduzido, facilidade de manuseio e por não necessitarem de nenhum revestimento interno. Porém, quando se fala em reservatórios construídos em alvenaria, assim como os de fibrocimento, o revestimento interno com impermeabilizantes é indispensável. Colocado na sombra e enterrado abaixo do nível da tubulação – para facili­tar o retorno da solução por gravidade -, o reservatório também deve ser vedado para evitar a formação de algas, assim como a entrada de pequenos animais. Seu tamanho vai depender do volume da produção.

Para a instalação do conjunto de bombeamento – que leva a solução nutritiva às bancadas para fazer a irrigação das raízes e depois a conduz de volta ao reservatório -, o ideal é fazê-lo abaixo da metade da altura do reservatório. Essa instalação “afogada” impede a entrada de ar no sistema e falha no bom­beamento. Para cada sistema de cultivo hidropônico, é neces­sário calcular a capacidade de vazão do sistema de recalque de acordo com a quantidade de irrigação necessária.

“Em qualquer sistema hidropônico existe a possibilidade de acúmulo de algas, então é necessário fazer uma limpeza peri­ódica nesse conjunto todo”, finaliza o engenheiro. Além disso, Calhau chama atenção para o cuidado na hora de escolher es­ses materiais. “O ideal é sempre buscar marcas que ofereçam tubulações normatizadas, que suportem aquilo que prome­tem”, completa.

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