Iluminação hidropônica: tipos e aplicações

Diferentes temperaturas, assim como a intensidade de sol ou de luz que uma planta recebe são fatores decisivos para seu bom desenvolvimento ou não. Afinal, são esses os principais “gatilhos” para que elas liberem processos bioquímicos internamente, avançando em seu ciclo de vida.

Por isso, o tamanho do espaço utilizado para sua produção, bem como os cultivares que ali serão plantados precisam ser levados em conta na hora de determinar o tipo de iluminação e a intensidade que você precisará, pois há especificidades e nuances a serem consideradas.

A seguir, abordaremos os principais modelos disponíveis no mercado atualmente e suas indicações de aplicação na Hidroponia. Confira!

HPS - LÂMPADAS DE SÓDIO DE ALTA PRESSÃO

Os bulbos HPS têm uma tonalidade vermelho-alaranjada, imitando as cores mais quentes do outono; eles são usados, principalmente, para o estágio de floração das plantas. Conforme referido anteriormente, em associção com os bulbos MH, os HPS são uma escolha bastante popular entre hidroponistas, pois sua eficácia para o ciclo vegetativo da maioria dos cultivares é comprovada.

Sua principal indicação é para o momento em que suas mudas começam a crescer – que, em alguns casos, coincide com o surgimento de flores em algumas espécies. Portanto, se você está planejando usar bulbos HPS, não deve esquecer de acioná-los no momento imediato ao início da floração.

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As lâmpadas de MH e HPS são (relativamente a outros modelos) muito baratas; no entanto, como ambas geram muito calor, requerem grande quantidade de energia para funcionar. Sendo assim, os custos com eletricidade serão potencialmente mais altos do que em sistemas de iluminação alternativos.

 

POTÊNCIA PARA ILUMINAÇÃO MH E HPS

A potência das lâmpadas em sua estufa será determinada pelo tamanho da sala de cultivo e também pelo que você está tentando produzir – tanto em termos de espécies como de quantidades.

Uma regra geral (e bastante lógica) é que a potência necessária estará diretamente relacionada às proporções da área cultivada. Os tipos de plantas também determinam a intensidade em sua sala de cultivo, devido às necessidades específicas de cada espécie. Vegetais muito “luminosos”, como o tomate, precisam de iluminação mais forte do que as plantas que absorvem menos luz - como ervas e alfaces, por exemplo.

NOVOS SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO INTERNA

FLUORESCENTES

As lâmpadas fluorescentes emitem uma luz azul, fria, ideal para mudas e estacas. Elas fornecem um amplo ângulo   de luz e emitem baixos níveis de calor, o que cria boas condições para os primeiros estágios de vida das plantas.

 

 

 

 

 

 

FLUORESCENTE COMPACTA (CFL)

 A iluminação fluorescente compacta consiste em um pequeno tubo (ou vários tubos), onde o reator é integrado. Assim, é ideal para salas de cultivo muito pequenas.

Em função de seu baixo rendimento energético, as CFLs são relativamente baratas; e, por dispensar a compra de um reator separado, pode reduzir bastante seus custos operacionais.

Porém, é necessário lembrar que estas fluorescentes são adequadas apenas para estimular o crescimento de mudas e plantas jovens – pois, como sua produção de luz é muito baixa, não geram calor suficiente para oferecer iluminação eficaz além deste estágio.

ILUMINAÇÃO LED

Esse é um tipo de solução relativamente nova para cultivo interno. Talvez em parte por este motivo, o gasto inicial com um sistema LED é elevado, se comparado com outros tipos de iluminação hidropônica. No entanto, são altamente eficientes em termos energéticos e suas lâmpadas podem durar anos – enquanto MH e HPS podem resistir a apenas uma estação.

A iluminação LED também emite muito menos calor do que os bulbos tradicionais - o que significa que são excelentes para espaços de cultivo muito pequenos, onde as lâmpadas têm de estar bastante próximas das plantas.

Vale ressaltar que, assim como no caso das lâmpadas tradicionais, podem ser utilizadas lâmpadas LED de diferentes cores, que emitem variados espectros de luz, cada qual com sua finalidade. A escolha adequada de cada opção, para dada fase do cultivo, é que fará a diferença na hora de ajudar as plantas a alcançarem sua eficiência ideal em cada ciclo.

Os LEDs RGB (ou “multicoloridos”) podem ser igualmente adotados, pois são capazes de oferecer qualquer espectro de luz, “misturando” as cores primárias. Além disso, também é possível reutilizar os mesmos LEDs em diferentes etapas do ciclo produtivo, por meio do ajuste ou incorporação de filtros. Esse processo é mais econômico, sustentável e elimina boa parte da necessidade de trocas constantes de lâmpadas.

PLASMA DE ENXOFRE

Os sistemas de iluminação baseados em plasma de enxofre são outra novidade recente no contexto da produção hidropônica. Lâmpadas com esses elementos fornecem saída ajustável, que pode simular potência de 100w a 1300w. Isso significa que elas são muitos versáteis e se ajustam a projetos com vários tipos de plantas, em diferentes tamanhos de estufa e escala produtiva.

Essas lâmpadas são altamente eficientes em termos de energia, tanto que muitos fabricantes e usuários elogiam sua capacidade de imitar a luz natural em uma extensão muito maior do que as lâmpadas tradicionais - pois fornecem um espectro de luz completo e contínuo. Atual, porém, elas ainda não são muito difundidas, devido aos custos, bastante elevados.

Então, qual o seu tipo favorito de iluminação para cultivo hidropônico? Deixe-nos saber nos comentários!

Tags: hidroponia iluminação cultivo lâmpada

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