MUITO ALÉM DA ÁGUA: A UTILIZAÇÃO DE SUBSTRATOS NO CULTIVO DE TOMATES EM VASOS

A Hidroponia é muito conhecida pelo cultivo sem solo e o uso sustentável da água. Existem, em média, sete tipos de cultivos hidropônicos que são diferenciados pelas formas de utilização da solução nutritiva. Nos sistemas fechados, é necessário a instalação de uma bomba de ar e um tanque de abastecimento de água para realizar a circulação da solução nutritiva.  Neste sistema, é necessário que os nutrientes sejam reutilizados no período de 20 a 40 dias, independente da utilização de substratos. O sistema mais conhecido e utilizado no Brasil é o NFT (fluxo laminar de nutriente).

Já os sistemas abertos, não há recirculação da solução nutritiva, os nutrientes são preparados especialmente para as plantas e é essencial a utilização de um substrato. Para esse cultivo é necessário o uso de um recipiente adequado para sustentar a planta, podendo ser um vaso, uma sacola ou um “slab”, também conhecido como saco de cultivo. Os substratos auxiliam na umidade da rizosfera e podem ser areia, pedra ou espuma de poliuretano. Segundo o diretor da SAMO Fertilizantes, Samuel Bach, localizada no município de Feliz (RS), o tipo de substrato utilizado interfere diretamente no número de irrigações diárias. Eles podem variar numa escala de 5 a 10 na intensidade de suas matérias porosas. “É importante que o substrato seja o mais isento possível de nutrientes e totalmente estéril de patógenos ou agentes que possam vir a infestar as plantas”, afirma o diretor.

Incentivo para o cultivo com substratos

Há 16 anos no mercado, desenvolvendo fórmulas e realizando experimentos no campo, a SAMO Fertilizantes resolveu investir na nutrição do tomate em vaso. Esse processo de cultivo é realizado com solução nutritiva balanceada, sempre levando em consideração a marcha de absorção de nutrientes de cada variedade. “O cultivo em vasos permite uma agilidade muito grande impedindo que uma estrutura cara acabe ficando parada sem estar produzindo, além de permitir o cultivo de duas safras por ano em algumas regiões”, explica Bach. O desempenho dos cultivos de tomates em vasos é observado pela produtividade e qualidade, além de passar mais confiança ao produtor, já que não terá surpresas com perdas de plantas ou doenças radiculares. “Temos um controle maior sobre o desempenho da lavoura”, afirma.

O manejo tradicional da SAMO Fertilizantes no cultivo do tomate em vaso tem duas fases: a primeira chamada de FERTI BASE + FERTI HORTIS, onde a planta promove estruturação, floração e enraizamento, e a segunda, FERTI BASE + FERTI TOMATE, que corresponde ao desenvolvimento da planta até o final do ciclo. “Na nutrição de cultivos hidropônicos é muito importante o acompanhamento constante dos níveis de EC (Eletrocondutividade), este acompanhamento é feito com a utilização de extratores, uma vez que somente com estas leituras é possível determinar a quantidade de nutrientes absorvida e o volume de solução a ser injetado”, explica o diretor da SAMO Fertilizantes. Samuel recomenda o cultivo do tomate em vaso pela questão do tempo e custo/beneficio, pois a recuperação e repovoamento do solo não são necessários. “Em função de plantios sucessivos em áreas de cultivo protegido o solo acaba sendo degradado e infestado por uma série de patógenos e a recuperação deste solo demanda tempo e produtos sanitizantes pesados”, enfatiza.

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