MINIMAMENTE PROCESSADOS AGREGAM VALOR AO PRODUTO HIDROPÔNICO

CONHEÇA A NOVA TENDÊNCIA NA PRODUÇÃO E CONSUMO DE ALIMENTOS COM OS MINIMAMENTE PROCESSADOS!!

Saiba por que os alimentos minimamente processados agregam valor ao produto hidropônico

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Um dos principais segmentos de crescimento no setor de varejo é o de alimentos minimamente processados. Essa tendência relativamente nova do mercado se esforçou para desenvolver novas tecnologias e aplicações tradicionais para preservar as características de excelência nos produtos, prolongar a vida útil e melhorar sua segurança microbiológica.Assim, eles conquistaram o consumidor pela facilidade de preparo, aproveitamento 100% e por serem mais saudáveis e frescos.

O consumo de alimentos minimamente processados à base de plantas, está aumentando devido às evidências sobre os muitos benefícios para a saúde humana atribuídos à ingestão alimentar de frutas e vegetais frescos. Nesta matéria, vamos conhecer a história do empreendedor Eng. Agrônomo José Roberto Bergamo, atualmente Consultor Hidropônico que se especializou em produtos minimamente processados.

AFINAL, O QUE SÃO ALIMENTOS MINIMAMENTE PROCESSADOS?

Alimentos minimamente processados são alimentos naturais alterados por processos como remoção de partes não comestíveis ou indesejadas, lavados, higienizados, fatiados ou não,centrifugados, colocados em recipientes, embalados a vácuo ou  não, resfriados em câmara fria a 8 graus. Entre eles estão frutas e legumes cortados na hora,  produtos delicados que precisam de cuidados especiais na preparação, processamento, armazenamento e manuseio.

ONDE SURGIRAM?

Os minimamente processados surgiram nos Estados Unidos e na Europa. O início foi nos anos 30, em um movimento impulsionado pelas quitandas e pequenos supermercados. Teve um crescimento vertiginoso nos anos 50, com a popularização da alimentação fast food. Nos anos 70 foi marcado pela busca por tecnologia (pesquisas) e, na década seguinte, pela automação.

Por lá, cada habitante consome, em média, 30 quilos de produtos minimamente processados por ano. A venda de hortaliças minimamente processadas no mercado de varejo e redes de alimentação rápida (fast food) é estimada em US$ 27 bilhões, No Brasil, o mercado de minimamente processados surgiu para atender às redes de fast food, na década de 1990.

O setor teve uma grande expansão e viu surgirem empresas de produção. “Esse setor cresce de 15% a 20% ao ano e as hortaliças minimamente processadas representam 5% do valor total de hortaliças comercializadas no Brasil, conforme números do Instituto Brasileiro de Horticultura, de 2013”, salientou.

O mercado está em crescimento impulsionado pelas campanhas por alimentação mais saudável e também pela praticidade, higiene e economia. Mas há muito espaço para expansão. “A Organização Mundial da Saúde [OMS] aponta que somente 23% dos brasileiros consomem o recomendado, que é 400 gramas de hortaliças”, afirmou.

INVESTIMENTO PARA AGREGAR VALOR AOS HIDROPÔNICOS

Com uma experiência de mais de duas décadas trabalhando com o cultivo hidropônico, em 2011, o engenheiro agrônomo José Roberto Bergamo criou a Bom Verdi, empresa especializada na produção de vegetais hidropônicos e produtos minimamente processados.

Hoje, a empresa é dirigida pelo Eng. Agrônomo Marcelo Mazeto e Heloise Dalcim, instalada em Porangaba (SP), município localizado a 162 quilômetros da capital paulista, a Bom Verdi produz 25 itens e atende grandes redes de supermercado da região.

A propriedade tem uma área de 60 hectares, e a produção envolve 10 mil metros quadrados. O produtor começou com um pequeno número de estufas, mas foi expandindo o projeto. Atualmente são 15 estufas e uma área de telado, de 250 metros quadrados. A área de minimamente processados começou com 50 metros quadrados e hoje ocupa um espaço oito vezes maior.

O carro-chefe da Bom Verdi é a alface, que responde por 60% da produção, mas eles também cultivam pelo sistema hidropônico agrião da água e do seco, almeirão, cebolinha, erva-doce, espinafre, hortelã e manjericão. No solo, plantam brócolis, couve-flor, couve-manteiga, repolho roxo e repolho verde. A produção é de 2,5 mil maços por dia. O setor de minimamente processados produz por dia de 2 mil a 3 mil bandejas de saladas diferenciadas, de 160 gramas.

Bergamo, que atualmente presta consultoria em Hidroponia e processamento,  diz que decidiu investir na produção de minimamente processados para agregar valor ao produto hidropônico.

Ele explica que o produto minimamente processado é uma forma de comercializar a produção de hortaliças, na qual o empresário agrega valor a seu produto em função dos serviços prestados na transformação do produto. Esse produto final apresenta, na forma intrínseca, o valor ,de todos os custos de produção e as margens da firma.

VALOR AGREGADO NO PRODUTO

A agregação do valor é facilmente compreendida quando se conhece a cadeia de produção do produto final, visto que a partir da ponta final, podem-se caracterizar todos os agentes que se inter-relacionam e contribuem para agregar o valor no produto. Este valor será pago pelo consumidor conforme sua renda, satisfação e utilidade.

“Os produtos minimamente processados conquistaram os consumidores pela facilidade de preparo, pelo aproveitamento 100%, por serem mais saudáveis e frescos, pela eliminação de resíduos, pela economia de mão de obra no preparo”, destaca o consultor.

Ele lembra ainda que o produto vem em porções individualizadas, ocupam menor espaço no armazenamento e são prontos para serem consumidos.

TENDÊNCIA DE MERCADO

Uma pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), da Esalq/USP, mostrou que  66,67% dos participantes disseram conhecer e utilizar os alimentos minimamente processados (AMP) no seu cardápio. O estudo apontou que o perfil de consumidores de AMP é maior no sexo feminino (75%). Os homens são 25%. Sendo que 41,66% possuíam idades entre 24 e 35 anos, 33,34% entre 36 e 45 anos. A maioria, 83,33% dos consumidores, trabalha fora, sendo que 41,67% moram com duas a três pessoas.

Os consumidores de AMP possuem nível de escolaridade e poder aquisitivo mais elevado, 48,34% com faixa salarial de quatro a seis SM, 20,0% por pessoas que ganham acima de sete SM.

O local de preferência para a compra foi 50,0% em hortifrúti, 43,33% em supermercados, sendo a compra realizada 49,17% três a quatro vezes na semana.

O levantamento apontou que os preços elevados dos AMP, as variáveis relativas ao perfil do consumidor, como idade, tamanho da família e o grau de instrução do consumidor são fatores relevantes e influenciam consideravelmente na decisão de compra de produtos com maior valor agregado frente aos convencionais. “Sendo assim, consideram-se os AMP uma nova tendência de mercado que tem evoluído rapidamente, por oferecer inúmeros benefícios ao consumidor”, frisa.

Bergamo compara os preços dos produtos in natura e minimamente processados para indicar qual a melhor opção do produtor que está pensando em investir no setor.

“Enquanto um maço de cebolinha é comercializado pelo produtor a R$ 1,30, a embalagem plástica com um quilo do produto minimamente processado é vendida entre R$ 40,00 e R$ 60,00”, destaca. O mesmo acontece com a alface. “Um maço do produto in natura custa R$ 1,50 e um saco de 200 gramas do produto minimamente processado, R$ 4,50”, compara.

Vantagens dos produtos higienizados

  • Praticidade;
  • Diminuir os desperdícios
  • Economia de tempo e dinheiro;
  • Reduzir a mão de obra;
  • Reduzir a área de trabalho;
  • Reduzir espaço de armazenamento;
  • Melhor controle de estoque;
  • Minimizar o tempo de preparação;
  • Maior higiene – menor movimentação de resíduos nas cozinhas;
  • Redução do risco de contaminação;
  • Diminuir o consumo de água e energia;
  • Padronização na forma e tamanho;
  • Redução lixo orgânico.

MERCADO AMERICANO E EUROPEU

Cada habitante consome em média 30 quilos de produtos minimamente processados por ano;

A venda de hortaliças minimamente processadas no mercado de varejo e redes de alimentação rápida (fast food) é estimada em US$27 bilhões, anualmente.

MERCADO BRASILEIRO

 Os produtos minimamente processados de acordo com o Instituto Brasileiro de Horticultura, 2013 no Brasil:

  • Iniciou visando atender às redes de fast food;
  • Década de 1990;
  • Expansão do setor;
  • Surgem empresas de produção;
  • Mercado institucional e varejo;
  • Crescimento de 15% a 20% desse segmento ao ano;
  • Hortaliças minimamente processadas = 5% do valor total de hortaliças comercializadas no Brasil

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