BEM-VINDOS À ERA DA ESTUFA AUTÔNOMA

Segundo Joep Van den Bosch, diretor de inovação (CIO) da Ridder (plataforma que ajuda os agricultores a fazerem uma transição bem-sucedida para métodos de produção mais eficientes e sustentáveis), em dez anos as tecnologias inteligentes farão a maior parte do trabalho dentro de uma unidade produtiva.

A estufa autônoma permitirá que os produtores se concentrem em decisões de alto nível. Isso envolve torná-los gerentes da sua produção, supervisionando todos os processos e sistemas e tendo uma visão mais “panorâmica” do negócio – ao contrário do que acontece hoje, quando precisam tomar cada pequena decisão e executar cada mínima tarefa.

Graças aos sistemas automatizados, isso não será mais necessário, pois as inteligências artificias cuidarão da maior parte das atividades rotineiras. No entanto, para que essa transição se consolide ainda nesta década, será preciso desenvolver quatro tecnologias essenciais:

ANÁLISE DE DADOS

Em primeiro lugar, os dados da estufa – como detalhes de produção e condições climáticas – precisam ser registrados e disponibilizados com segurança e precisão. Isso é fundamental para que se possa, num passo seguinte, automatizar outros processos.

Diversas planilhas, aplicativos e softwares específicos para agregação, tabulação e análise de dados já estão disponíves, inclusive algumas ferramentas gratuitas. Há também espaços virtuais para compartilhamento, comparação e troca dessas informações, o que facilita bastante na hora de verificar se os parâmetros produtivos estão satisfatórios ou carecem de alterações. A própria Plataforma Hidroponia oferece espaço para esse tipo de interação; portanto, não há desculpas para não “manter na ponta do lápis” os números do seu empreendimento!

CONTROLE DE VARIÁVEIS

Hoje, os produtores precisam estar fisicamente presentes, para avaliar suas safras de   maneira adequada e tomar decisões quanto a ajustes necessários – iniciativas sobre   estratégia climática ou fluxo de nutrientes, por exemplo.

Mas isso também já pode ser feito automaticamente, com sistemas de câmera para   substituir os “olhos” dos produtores ou sensores que eliminam critérios subjetivos.   Estes equipamentos acompanham o crescimento e o progresso das plantas a partir de   padrões pré-estabelecidos, realizando os ajustes de modo autônomo, assim que   “desvios” são detectados.

Hoje, os produtores precisam estar fisicamente presentes, para avaliar suas safras de   maneira adequada e tomar decisões quanto a ajustes necessários – iniciativas sobre   estratégia climática ou fluxo de nutrientes, por exemplo.

Mas isso também já pode ser feito automaticamente, com sistemas de câmera para   substituir os “olhos” dos produtores ou sensores que eliminam critérios subjetivos.   Estes equipamentos acompanham o crescimento e o progresso das plantas a partir de   padrões pré-estabelecidos, realizando os ajustes de modo autônomo, assim que   “desvios” são detectados.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (IA)

A terceira tecnologia é uma espécie de síntese das duas primeiras, pois reúne elementos de ambas. Na prática, significa não apenas analisar os dados coletados, mas utilizá-los para tomar decisões que criem soluções objetivas de otimização dos processos.

Sistemas interconectados são capazes de se comunicar uns com os outros, usando algoritmos “inteligentes”. Esse “trabalho conjunto” permite a elaboração do melhor ambiente possível dentro da estufa – tudo de forma automatizada e com possibilidade, inclusive, de controle remoto, a partir de um smartphone, por exemplo.

ROBÓTICA

Pouco a pouco, as atividades propriamente “físicas” (ou braçais) relacionadas ao cultivo hidropônico também começam a ser substituídas por similares tecnológicos. Ainda são modelos embrionários, mas já estão em testes, por exemplo, robôs programados para a coleta e embalagem de hortaliças e frutas.

Por enquanto ainda parece coisa de filme ou literatura fantástica – pois a maioria dos projetos consiste em protótipos e não modelos finais -, mas os investimentos no setor se multiplicam a cada ano, deixando claro que esse é um norte a ser buscado e um caminho irreversível para o futuro da produção.

As empresas do setor ainda se esforçam em aproximar fornecedores e produtores das inovações – cujos investimentos necessários são vultosos -, mas a tendência é crescente e certamente ainda nos surpreenderemos com as possibilidades e horizontes da robótica aliada à produção alimentar. Por isso, não perca tempo, é hora de começar a mergulhar nesse universo e ganhar experiência na interação com a “internet das coisas”.

Não estamos dizendo que é preciso transformar toda a sua estufa da noite para o dia e automatizar tudo amanhã. Mas você pode iniciar, por exemplo, instalando alguns sensores e qualificando a coleta e análie dos seus dados produtivos.

Um sistema de IA bem arquitetado pode ajudá-lo a obter maiores rendimentos, ao mesmo tempo que otimiza a eficiência dos recursos, permitindo avançar também nas questões de sustentabilidade e impacto ambiental. Pense nisso – ou peça às máquinas que o façam por você. Afinal, elas estão aí, cada vez mais, justamente para isso!

 

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