ANGOLA INAUGURA O SEU PRIMEIRO POLO DE HIDROPONIA

O primeiro polo de produção de alimentos por meio do cultivo hidropônico foi inaugurado na última quarta-feira (dia 22), em Angola, na África. O projeto, que exigiu um investimento de 94,5 mil euros, está localizado em Luanda, na zona do Kikuxi, e é uma iniciativa do grupo empresarial Kibabo em parceria com a Hidrobem, um conceito de negócios criado em Portugal e presente em Angola há mais de cinco anos.

O Polo de Hidroponia de Angola utiliza o sistema NFT (Nutrient Film Technique) e sacos gota-a-gota para a produção, nesta primeira fase, de alface, tomate, salsa, manjericão, hortelã, cebolinha, coentro e agrião. A unidade tem ainda capacidade para produzir rúcula, hortelã, orégano, pimentão, pepino e fisális, conforme a diretora da HidroBem, Carla Paulino. “Todas as semanas colhemos meia tonelada de alface, meia tonelada de ervas aromáticas e uma tonelada de tomate para salada”, comemora a empresária. A distribuição dos produtos é feita por meio de restaurantes, supermercados e hotéis de Luanda.

A instalação hidropônica funciona e uma propriedade de 2 hectares, com uma exploração de 2 mil metros quadrados de estufas agrícolas. Inicialmente foram gerados 25 empregos diretos. Com a segunda fase, no fim do segundo semestre deste ano, o número de empregos poderá duplicar, de acordo com a diretora da HidroBem. A empresa pretende levar o projeto para outros pontos do país e o polo de produção de Luanda está sendo usado como modelo.

O retorno do investimento deverá ocorrer em três anos, segundo Carla. Ela adianta ainda que a segunda fase começará em abril, com mais 6 mil metros quadrados de estufas, uma escola de formação e um polo de agroindústria de processamento de quarta gama, onde se pretende oferecer aos clientes produtos frescos higienizados e embalados.

Diversificação da economia

O empreendimento foi saudado pelas autoridades de Angola, país que atravessa uma séria crise econômica. O secretário de Estado da agricultura, Carlos Aberto Jaime Pinto, reconhece que a Hidroponia é uma técnica pouco experimentada em Angola, mas intensifica o setor agrícola, porque permite maior rapidez na produção dos alimentos. “É uma boa aposta que certamente vai contribuir para a diversificação da economia angolana, a geração de emprego, o combate à fome e à pobreza no seio familiar”, ressalta.

Para o governante, iniciativas desta natureza representam uma mais-valia para o processo produtivo que Angola está implantando. “O Ministério da Agricultura garante o seu incondicional apoio às iniciativas do grupo Kibabo, por meio da empresa Hidrobem, em uma fase de crise econômica bastante acentuada, na obtenção de recursos financeiros em divisas para a importação dos insumos agrícolas e outras matérias-primas para a dinamização da nossa produção agrícola”, frisa.

O secretário sublinha a importância do projeto pela sua técnica, que não está dependente da qualidade e correção de solo, e dispensa o uso de fertilizantes e defensivos, proporcionando uma produção durante o ano e na safra, por não depender da inconstância do clima. Ele admite que, do ponto de vista financeiro, o investimento do projeto não é alto, mas o seu retorno pode atingir níveis altíssimos, considerando o volume e a velocidade da produção.

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